Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Tyrannidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Fluvicolinae
 Swainson, 1832
Espécie: N. rubetra

Nome Científico

Nengetus rubetra
(Burmeister, 1860)

Nome em Inglês

Rusty-backed Monjita


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Noivinha-castanha

A noivinha-castanha é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.

Seu nome científico significa: de Xolmis= vocábulo de origem incerta. Provavelmente se refere ao asteca “xomotl”, nome de ave registrado por Hernandez(1651), no México; e do (latim) ruber, rubra, rubrum = de cor avermelhada; tingido de vermelho. ⇒ (Ave) Xolmis tingida de vermelho ou Pássaro Xolmis avermelhado.

No Brasil, foi registrada apenas no Rio Grande do Sul. Já foi classificada como Taenioptera rubetra (Burmeister, 1860) e Neoxolmis rubetra (Burmesiter, 1960) e ainda; alguns autores a incluem no gênero Myiotheretes.

Características

É similar a sua congênere Xolmis salinarum, porém, esta última é mais esbranquiçada, menor em tamanho, possui menor quantidade de listras na garganta e barras da asa. Sua voz, audível apenas a pouca distância da ave, constitui-se de uma nota monossilábica representada por: tjup ou twitt (Vueilleumier, 1994).

Alimentação

Alimenta-se de pequenos artrópodes que caça em voo ou no solo.

Reprodução

Na Argentina, Vueilleumier (1994) encontrou um ninho em uma touceira de grama a 20 cm do chão exposto, sendo ele em forma de tigela aberta com exterior forrado por finos gravetos, hastes de gramíneas e ainda penas. No ninho encontravam-se dois ninhegos de tonalidade cinza amarronzado com o interior da boca em tons laranja.

Hábitos

Vive em áreas abertas como planícies arbustivas, regiões arenosas, campos sujos e estepes pedregosas desde o nível do mar até 1,100 m de altitude (Vueilleumier, 1994; Birdlife, 2014).

Distribuição Geográfica

Anteriormente ao registro feito no extremo oeste do Rio Grande do Sul, Brasil (Bellagamba-Oliveira et al., 2013), era considerada endêmica da Argentina, se reproduzindo no sul do país e migrando no inverno para regiões ao norte (Naroski & Yzurieta, 2010). Ainda, conta com um registro antigo e não documentado para a província de Paysandú, no Uruguai (Barattini, 1945).

Referências

Galeria de Fotos